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Armário Cápsula – O que é e como montar o seu.

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Olá Bauzetes e Bauzeiros. Vamos conversar sobre estilo de vida? O papo hoje é sobre slow fashion, consumo consciente, Armário Cápsula.

Armário-cápsula é um termo criado pela britânica Susie Faux nos anos 70, consiste em ter uma pequena coleção de itens essenciais e atemporais.

Atualmente o termo também se refere a um grupo de peças que quando combinadas entre si, maximizam o número de looks. O objetivo de ambos os conceitos é ter looks ideais para todas as ocasiões mas sem gerar acumulo de peças.

O desafio raiz é viver com apenas 37 peças de roupas que são atualizadas a cada três meses – sem comprar nada nesse período.

Montagem:

Existem diversas formas de organizar um armário-cápsula, o que eu defendo é colocar sua personalidade e necessidades nele, a sugestão é uma coleção a cada estação. A ideia é não comprar nada, nada, nada durante esse período, exceto necessidades extremas. E as peças de cada estação serão guardadas para a volta da temporada.

A quantidade de roupas é uma escolha pessoal 15, 30, 45… E nesse número, incluem-se também os acessórios como bolsas, lenços e sapatos.

Eu decidi viver essa experiência e comecei a movimentar a transição.Por que? Porque eu sempre mantive um número mínimo de roupas, mas descobri que posso viver e me sentir melhor com bem menos. Isso tem muita coerência com meu estilo de vida e minhas escolhas atuais.

Como eu vou fazer: Montar meu armário com no máximo 45 peças de base, não farei a troca entre estações, exceto das peças extremamente sazonais como lãs e biquínis.

Como começar:

  1. Autoconhecimento: Defina seu estilo. Sugiro as perguntas: Como gosto de me sentir? / Como quero parecer?
  2. Qual meu esquema de cores: Você não precisa usar somente cores básicas se não gosta delas, armário cápsula não é privilegio dos básicos, mas busque dar preferência para cores neutras para as peças base. Olhe com carinho para atemporais, evite as “cores do ano”.
  3. Escolha seus padrões: Assim como as cores dê preferência aos atemporais.
  4. Opte por qualidade: A ideia é ter poucas roupas certo? Então elas precisam durar para ser usadas várias vezes. Qualidade e preço nem sempre estão atrelados, mas se em alguns casos estiver, pense nisso como investimento. Mais uma vez sugiro que as peças bases recebam maior recurso.

Na prática:
1. Faça uma boa faxina, desapegue, doe, venda ou troque as peças que não te representam mais. Mandar pra um Brechó é bacana, você capitaliza para as próximas compras.

2. Crie uma pasta de armário cápsula ideal no seu celular, isso ajuda na hora das compras. é tipo aquela lista que levamos ao super pra não comprar aleatoriamente.

3. Busque na internet aqueles quotes de itens básicos para um guarda roupa estiloso, pode te ajudar a não esquecer de nada.

Quais são os benefícios de limitar o guarda roupa:

  • Otimização de recursos:  Nada de desperdícios de peças, peças esquecidas quase sempre são compradas em duplicata.
  • Otimizar o espaço no seu guarda-roupa:  O que faz você enxergar tudo que tem e não comprar peças em duplicata rsrsrs… Sim tá tudo muito ligado!
  • Otimiza tempo: Pois facilita a escolha das roupas, são poucas opções, você realmente ama tudo que escolheu e tá tudo ao alcance dos olhos.
  • Reforço na identidade e auto estima: Afinal de contas vai vestir apenas o que você é, o que te projeta bem e o que realmente faz sentido pra você. A auto estima vem por tabela, coerentes com nossa identidade concentramos nossa intenção e modificamos nossas realidades (já falamos disso aqui)
  • Mais poder pessoal: Menos compras impulsivas exigem mais assertividade, a pratica de ser assertivo se torna um hábito, essa habilidade é somado a sua personalidade, aquela que fica contigo a vida inteira, não sai de moda e não é descartada quando rasga.
  • Otimização do dinheiro: Você não comprará roupas novas por pelo menos três meses ou mais como no meu caso. Nesse período terá tempo para organizar suas finanças.
  • Dar mais valor a você se tornar mais criativa: Pois será a principal peça base e  terá que desenvolver muitas combinações com pouco, esse despertar da criatividade exercita em nós a habilidade de gerenciar recursos e solucionar crises.
  • Vai cuidar da saúde: As roupas precisam servir por mais tempo.

Economicamente, ecologicamente e socialmente saudável, essa é a minha escolha pro momento, vou adorar saber o que vocês estão aprontando por ai. Vamos cocriar!

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Beijos e Iluminem-se!

Bel Ramalho – Comunicóloga / Coach Executivo e d Vida.

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Olá Bauzetes e Bauzeiros! Simmmm temos garotos frequentando o blog!

Esse post foi escrito para quem QUER ajuda. Comprar em excesso é um erro banalizado, isso está mudando, mas ainda é para alguns status de “poder”, quem sofre as consequências da pseudo alegria do consumismo sabe o sofrimento que existe por trás desse péssimo hábito.

Aqui vão algumas dicas para conseguir driblar esse comportamento:

  1. Desative os e-mail marketing das lojas. Tire os sites de compras da aba de favoritos e saia dos grupos de compra e venda, essas ferramentas são pensadas para nos persuadir e apesar de deliciosas são sempre um convite ao consumo. Se possível bloqueie o acesso a esse tipo de conteúdo no computador e também no seu celular.
  2. Limite-se a ir apenas onde precisa, se tem que ir a papelaria, vá a papelaria. Seja objetivo, antes de sair de casa determine um trajeto e tenha sempre uma lista das coisas que realmente precisa comprar.
  3. Não deixe a loja vir até você. Sabe aquela “amiga” revendedora que se convida pra ir a sua casa toda vez que tem novidade? Já percebeu que sem a “sacola” ela não aparece pra te visitar? Você sempre acaba comprando algo que não precisa, comece a rever seus contatos e os interesses deles. Aprenda a dizer não.
  4. Mantenha seus pertences organizados, é sempre difícil achar algo bacana em meio a tanta bagunça. Tudo parece inútil quando está sujo ou amassado.
  5. Liste e explore o que você já tem. Pare de listar o que não tem. Se gasta muito com roupas por exemplo, prove cada uma e crie uma lista com as combinações que dão certo, experimente novas combinações, deixe essa lista ao alcance dos olhos e vá editando esse material de acordo com as experiências. Isso vale para cada tipo de consumo. É comida? Liste a geladeira. Itens para casa? Para o carro? Liste o que já tem e como pode valorizar aquilo.
  6. Faça trocas.  O que você não quer mais, pode ter utilidade para alguém certo? E de quebra essas pessoas podem estar desapegando de algo que você precisa ou quer muito. Uma alternativa bacana é vender e comprar desapegos em brechós e sites de usados.
  7. Faça uma dieta financeira, estabeleça prazos e quando bater aquela vontade de gastar, leia um livro, faça algo produtivo, de preferência que te faça ganhar dinheiro, não perder… Evite procrastinar. Ao final do prazo se presenteie.
  8. Não aceite cartões de lojas e evite compras longamente parceladas, os juros são abusivos e chegam a ter o valor integral da compra. Se for preciso cancele seu cartão de crédito. Sim, porque esconder não adianta mais, você já decorou o número e até o código de segurança.
  9. Não se sabote, liquidações são ótimas, mas você não é obrigado a participar. Não adianta se enganar comprando coisas baratas na tentativa de se isentar da culpa, você vai acumular uma quantidade de produtos sem valor financeiro ou de uso, isso irá se tornar um problema maior futuramente.
  10. Pense nas coisas que você perde com seu comportamento consumista, no quanto isso afeta suas relações, em quantos lugares bacanas você deixa de ir, no futuro que você deixa de planejar e no quanto o pós-compra te deprime. Isso se chama motivação pela dor.
  11. Faça mais programas caseiros, chamar os amigos e dividir as tarefas da noite é super justo, além de interativo, cada um pode levar um prato ou pagar metade da pizza.
  12. Explore os recursos, faça viagens curtas, conheça sua região, experimente coisas mais simples, você vai se surpreender com as emoções que um simples picnic pode proporcionar. Nos acostumamos erroneamente a procurar felicidade em luxos. Esse ano experimente algo diferente disso.
  13. Caia na real, seus hábitos de consumo são coerentes com o seu estilo de vida? Precisamos nos monitorar quanto a isso, muitas vezes a intenção é positiva, talvez demonstrar um certo poder aquisitivo (que não se tem) seja uma defesa à deficiências emocionais muito íntimas e nunca antes exploradas. Avalie isso de maneira sóbria e entre em ação contra esse sentimento, afinal de contas, máscaras desse tipo caem muito rapidamente e sempre nos expõem ao ridículo. Quase sempre no intuito de tapar um buraco acabamos caindo em outro maior. Lembre-se, você não precisa provar nada pra ninguém.

Experimente esses passos e caso não consiga sozinho peça ajuda profissional. Terapia e técnicas alternativas não são motivo de vergonha, vergonha é cair e ficar beijando o chão.

Abraços apertados! Se cuidem.

Bel Ramalho – Coach Executivo e de Vida.

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