Pelo fim do Feminicídio e da Cultura do Estupro

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Olá Bauzete, tudo bem?

Hoje queremos conversar sobre a questão da violência contra a mulher e da cultura do estupro.

Vamos relembrar alguns casos recentes que foram destaque na mídia:

Em maio de 2016, uma adolescente de 16 anos sofreu estupro coletivo em uma comunidade no Rio de Janeiro. Videos e fotos da barbárie foram divulgados na internet e sete homens foram indiciados.

Em outubro de 2016, a adolescente de 16 anos Lucia Perez foi drogada, estuprada e empalada na cidade de Mar del Plata, na Argentina. O caso foi o estopim do protesto chamado “Ni Una Menos”, realizado por mulheres argentinas e que ecoou em outros países.

Diariamente encontramos notícias sobre feminicídio e estupro e os dados são alarmantes.

De acordo com a representante da ONU Mulheres no Brasil, Nadine Gasman, Feminicídios são assassinatos marcados por impossibilidade de defesa da vítima, torturas, mutilações e degradações do corpo e da memória.

No Brasil, a taxa de feminicídios é de 4,8 para 100 mil mulheres – a quinta maior no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Em primeiro lugar está El Salvador, seguido por Colômbia, Guatemala e Rússia.

As notícias geralmente são acompanhas de comentários do tipo “só acontece com mulher a toa que fica na rua. Se ficasse quieta dentro de casa, estaria salva”, “É uma vagabunda mesmo, procurou, achou”, e por aí vai.

Só que é no universo doméstico que ocorrem 55,3% dos assassinatos, 50,3% cometidos por familiares, 33,2% dos algozes são o marido, namorado ou ex.

Neste momento que você lê o nosso post, uma mulher está sendo ameaçada, assassinada, estuprada, mutilada. Em menos de 12 minutos, já aconteceu. Confira no vídeo produzido pela equipe R ao Cubo:

 

Não é mimimi de feminista, é uma realidade terrível que precisa ser encarada com coragem e discernimento.

Para acabar com a violência contra a mulher e a cultura do estupro, você pode ajudar, por exemplo:

  • Não fazendo e não rindo de piadinhas sexistas
  • Não endossando o coro que a mulher mereceu. Ninguém, independente da roupa, do corpo, do comportamento, pede para ser agredida e morrer.
  • Aceitando que NÃO é NÃO e que a investida nesse caso é crime.
  • Educando para o respeito à todos os seres humanos
  • Denunciando a Delegacia de Defesa da Mulher e à Central de Atendimento à Mulher pelo telefone 180. O serviço de utilidade pública é gratuito e confidencial. O atendimento é oferecido 24 horas por dia, todos os dias, inclusive sábados, domingos e feriados

Participamos da Campanha #seeudissernãoéestupro, realizada pela revista Marie Claire em junho de 2016. Não importa quantas doses você bebeu, com quantos você saiu, o que você estava vestindo – e, principalmente, o que você não estava vestindo. Se disser não, e alguém a forçar, é estupro.

O Blog Baú Hype tem a missão de ser do bem, de propagar coisas boas. Por isso, achamos importante falar sobre este tema a fim de propor a reflexão e, quem sabe, a mudança de atitudes e pensamentos por parte de quem acha um gênero é superior ao outro e quem está no topo pode fazer o que quiser.

Não deve existir distinção. Todos merecem ser tratados de forma respeitosa, educada e pacífica. ♥

Bjks,

Giane Carvalho

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