Sobre cabelo e empoderamento

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Olá Bauzete amiga/o, tudo bem?

Hoje quero contar p/ vc o que aconteceu comigo e com o meu cabelo nos últimos dois anos, o que me levou a deixá-lo cacheado e comprido. Adianto que não foi só por vaidade. Foi um processo de EMPODERAMENTO, palavra que está em alta e que é uma coisa linda quando incrusta na alma da gente. ♥

O que é Empoderamento?

Ok, e o que cabelo tem a ver com isso?

Tem a ver quando vc se conhece e percebe que ter o que cabelo, o corpo, o estilo que vc quer, à sua maneira, que te agrada, sem se preocupar com a moda e com as expectativas dos outros, você fica em paz, se fortalece, ganha autoconfiança e se posiciona melhor na vida. Você passa a se amar, a se respeitar e isso se reflete na sua forma de lidar com os outros e com as situações.

Fonte: Instagram dos nossos amigos da Alastra Comunicação.

Quando comecei a jornada da transição, como contei nesse post, queria me livrar da progressiva que me forçava a fazer escova no calor, a não encarar praia e piscina sossegada, a não um monte de coisas. Depois fui vendo que esse processo estava mexendo com o meu interior e com a minha postura. Entrei em grupos do Facebook e conheci moças maravilhosas, suas histórias e entendi que deixar o cabelo natural ou colorido, liso ou crespo, careca, curto ou comprido, do jeito que VOCÊ gosta, é importante para mostrar ao mundo que você se respeita, respeita o outro, tem segurança do seu potencial e  não sofre, não fica doente para entrar em fôrmas difíceis, às vezes cruéis, para agradar a platéia.

Depois que tirei a progressiva, mantive meu cabelo curto por anos. Adorava!

Até que há dois anos, mais ou menos, resolvi que não iria mais cortar o cabelo no salão. Já sabia cuidar e aprendi a cortar também. Peguei o jeito do bichinho, conquistei autonomia e fui cuidando dia após dia p/ que ele crescesse de forma saudável (sou adepta do low poo e do co-wash e faço botox ou alinhamento dos fios a cada 3 meses, única coisa que ainda me leva ao salão). Esse processo melhorou minha autoestima e me empoderou. Me senti muito melhor, mais forte, produtiva, criativa, equilibrada, etc.

Comprimento atual

Há quem ache bonito assim e há quem ache que eu devo cortar porque porque antes eu tinha uma imagem mais moderna (ou seja, fiquei Jeca com esse cabelão), que eu gasto muita energia cuidando dele e que poderia ser usada em outra coisa mais “produtiva”, que eu virei o meu cabelo.

Se eu passasse por um visagista, provavelmente ele também me falaria p/ cortar essa juba porque ela não combina com a minha idade nem com a minha imagem profissional. Amo visagismo, aliás ainda quero fazer cursos nessa área, mas acho também importante respeitar o momento e a alma da pessoa.

Se o cabelo curto ou comprido faz com que ela tenha vontade de se abraçar, de abraçar o mundo e dar o melhor de si em suas atividades e relações, então que use assim, né?  Se todos pudessem cultivar esse sentimento, imagina que revolução positiva nós teríamos? 😉

Desejo de coração que meu relato possa ser interessante p/ quem está passando pela transição, se autoconhecendo, buscando sua melhor imagem p/ se tornar uma pessoa melhor.

Se você já alcançou esse estágio, parabéns pela conquista! ♥

Bjks,

Giane Carvalho

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